terça-feira, 4 de agosto de 2009

Poema do abandono


Sinais teus,

vindos de estranhos,

bocas que falam o teu presente.

Um futuro meu, incerto , devagar, distante de ti

numa vida planejadamente contente.


Sinais que destroem os meus passos mais viáveis.

E eu que te sentia tão perto de mim, sentia teu peso aqui do meu lado,

é como se minha cabeça girasse com esse vinho barato,

me embebedando pra te esquecer de vez.


Pelo menos esta noite.


Meu pensamento tenta por alguns momentos

congelar imagens tuas.

Mas minha alma já parece correr procurando um outro alguém

pela rua.


Por noites mal dormidas, seguindo a tua espera,

do que virá e do que já se passou.

Acordo no outro dia achando mesmo que o futuro não virá,

que o teu tempo comigo já se fechou.

Da vida que pedi, ao seu lado, num futuro que só você não crê

hoje vejo que na verdade me perdi,

dentro de você.




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