
Lembrou nitidamente de fatos do passado, de longe quando à viu, observou
o perfeccionismo marcante, cada detalhe calculado de maneira surreal.
Teve dificuldade em falar sobre ela, não a conhecia.
Quis dividir com ela, a mesa, a conversa, o mesmo trabalho. Mesmo sabendo que o ego dela acreditava obstinadamente que ninguém seria capaz de fazer as coisas com tanta ordem e eficiência quanto ela.
Levou tempo tentando reproduzir uma escrita a modo que fosse surpreendê-la, que fizesse com que tirasse o papelzinho do bolso da bermuda preta, afim de relê-lo, lá em cima quando já tivesse entre as nuvens, rumo a tua casa. Ou quando na cama do teu hotel, estivesse.
Não conseguiu escrever, pensou que pudesse estar faltando peças nesse jogo, talvez fosse o vermelho da meia, e o amarelo dos sapatos, que combinava claramente com os olhos que insistiam em olhar mais pra boca do que para os olhos, não entendia.
Talvez fosse o casaco, verde musgo com listra preta, um jogo de cores, que não desviava o olhar, e quase as mãos, teve que se conter, ah teve!
No fim de um início, teve a certeza que foi culpa da pele branca e a franja curta que insistia em cair sobre os seus olhos castanhos.
Teve dificuldade de falar sobre ela, até porque sempre costumou dizer que ,tudo que "passa" vira texto, o presente ainda tem o vermelho, o amarelo, o preto, e o branco, mas a cor do futuro quem escolhe é ela.
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2 comentários:
As Tuas Cores...gostei do título. Gostei das palavras. Gostei da mistura toda que revelam o que éstá dentro de vc. Eu sei, eu sei...
Beijihos de saudades!
Ai sabe... bem conheço essas cores... hihihihihih
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