quarta-feira, 15 de abril de 2009

Me engana que eu gosto

*
*
Deixou claro pra ela, que não queria nada.
Mas ela, insitiu.
Ligou e foi atrás muitas vezes.
Pegava o carro correndo
e saía asfalto à fora,
como se fosse, logo alí.
Achou mesmo que mostrando tanto interesse,
voltasse atrás, em certas coisas que dizia.
Mas na verdade,
nada volta a ser o que era.
Ela sempre soube até onde podia ir,
pra ninguém sair culpado.
Vez ou outra largava uma investida dizendo,
"que saudade".
Mas nunca esperava que tomasse partido.
Nunca foi muito de se entregar, mesmo pisando em solo firme.
Ía ser agora, que ía se jogar barranco abaixo?
Quando saiu de lá, da última vez, teve a sensação de que não fosse
voltar mais alí.
Se chateou, mas naquela altura do campeonato
já não tinha mais cartas na manga.
Não ligou.
Não procurou saber.
Não pensava mais, tão seguidamente.
Não esperava mais o telefone tocar.
Não se importava mais com a derrota,
nem com a vitória.
Parou.
Olhou pro telefone.
Tocou.

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2 comentários:

Juliane Bitencourt disse...

Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Quando caí o pano.
A prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Lá se dorme um sol em mi menor
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior.
A porcentagem e o verso
Rifa, tarifa e refrão
Talendo provado em papel moeda.
Atalhos retalhos e sobras
A matematica da arte em papel de pão.
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós.

As Maravilhas disse...

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