
Já não é de hoje que eu escrevo, e não posto mais aqui.
Meus textos estão mais parecidos com cartas do que com textos...
Posso expor por vezes o que me vem na cabeça, mas também não falar aqui assim tão claramente de nós.
Nós?
Eu dei risada, quando escrevi nós, existe nós? ou existe você e eu?
Confesso que durante muito tempo existiu só você.
Mas depois existiu eu,
e durante quase que a maioria do tempo
existiu nós,
dividindo a mesma coisa, a mesma conversa, o mesmo riso, o mesmo interesse, o mesmo oceano.
E agora sinto,
o que por vezes, finjo não sentir:
só eu.
Só eu ,remando pra perto do teu mar.
Mas eu,
só eu:
esperando tua maré baixar.
(Copyright 2009 - Todos os direitos reservados)
5 comentários:
A tendência é querer voar junto, o tempo todo, querer preservar um estado de unidade que não é possível... Na prática, cada pessoa está escrevendo a sua história, sua vida, seus objetivos, e, se isso puder ser respeitado, os encontros serão riquíssimos. O beija-flor pode até voltar, mas dependendo do tempo que ele leva as coisas podem ter mudado, e as flores terem outros cheiros...
bjos
...e as ondas incansávelmente indecisas, não sabem se ficam na areia da praia ou se voltam para o fundo do mar...
é... por isso vou esperar a maré baixar...
tá!
...
...
vc espera o mar recuar, para ver o quanto ele pode ser imenso, ou pra pegar na areia algo deixado pela maré quando ela subiu?
sempre gostei de entrar no mar para ver meus pés na areia, enquanto a agua encostava no meu peito!
mas é que eu não gosto d esperar...
embora algumas vezes ainda me façam esperar...
Somos livres para escolher nossas ações, mas prisioneiros de suas consequências.
Que seja breve a tua espera...
bjs biscuit.
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